Quem me conhece sabe que sou “cachorreira”, sempre tive e sempre amo.

Essa semana participei de um programa na televisão a respeito de cães e quarentena.

Isso me fez lembrar de uma das primeiras clientes na minha carreira jurídica, a Vicky, uma linda e doce labradora chocolate.

Os labradores podem podem herdar de seus pais a displasia, mais comum no quadril.

O dono da Vicky a comprou após muito estudo, na época nem se falava em adoção de cachorros, pesquisou e se informou, comprou a labradora num canil conhecido que trabalhava especificamente com esta raça, além de indicações.

Porém passado alguns meses a fiel companheira do meu cliente início com dificuldades para se locomover e o quadro se agravou. Foram anos de tratamento, cirurgia, muito amor e muitos gastos.

O dono do canil não só não assumiu como se recusou a ajudar. Além disso descobrimos que este problema hereditário afetava a linhagem direta e sua mãe e não deveria mais ter filhotes, mas este risco foi suportado pelo criador.

Lembro como se fosse hoje em audiência o acordo oferecido foi a “troca” do cachorro, como assim? E o amor que já havia entre os novos companheiros? Não foi uma camiseta que poderia ser trocada até por modelo diferente, mas um ser vivo! Tanta frieza causou mal-estar em plena audiê formcmncia, mas conseguimos a indenização de todo tratamento pelo qual a Vicky passou.

Hoje ela está bem e feliz com sua família e eu tenho novos clientes caninos. Agora regulamos as visitas, pois os dono estão se separando e também um “alimentos” ajuda custo mensal dos cachorros, hoje os nossos animais de estimação são considerados parte da família e sim fazem parte do processo de vários divórcios, mas o fim desta história ainda não tenho como contar.

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